A Automação - do conforto à economia e segurança

February 25, 2016

[Este artigo aparece também na revista Áudio & Vídeo - Design Automação - edição 142, págs. 38/9 - http://pt.calameo.com/read/004509496fbc6ec15b1d9]

 

Num país com 60 milhões de domicílios, é de se admirar que apenas 300 mil, ou 0,5% sejam “casas inteligentes”. Por “casas inteligentes” entende-se aquelas onde os controles inteligentes são interligados, gerando diversos comportamentos interdependentes para os componentes do sistema. Por exemplo, uma cafeteira elétrica ligada ou desligada automaticamente por timer ou controle remoto não é considerada automação. Mas, se você conseguir comandar para que, do seu celular, você acione a banheira, preparando a água na temperatura desejada, ligue a cafeteira, acione os equipamentos de ar condicionado e deixe a iluminação da sala adequada a uma sessão de cinema, você terá criado uma “cena” (atuação simultânea e pré-programada sobre alguns ou todos os equipamentos integrados a um sistema) e, aí sim, terá utilizado a automação residencial.

 

Com os crescentes custos da energia elétrica, bem como com a possibilidade de novos momentos de escassez, surgiu uma nova aplicação para a automação residencial, que será uma constante daqui para frente: o uso racional da energia.

Como exemplo de tal aplicação, temos as residências onde o ar condicionado de um terraço é programado para ser acionado dez ou quinze minutos antes do nascer do sol, simultaneamente à subida do blackout e descida das cortinas e com os movimentos inversos ocorrendo no momento do pôr do sol. E isto tudo sem intervenção humana, já que um relógio presente no equipamento central de controle contém a programação dos horários de nascer e pôr do sol (o chamado relógio astronômico).

 

No quesito segurança, um sistema de automação pode “aprender” a rotina de uma casa ou apartamento e controlar situações rotineiras, tais como irrigação, acendimento e apagamento de luzes, acionamento e desligamento de aparelhos de ar condicionado, podendo também simular a presença de pessoas, em caso de viagens – e esta simulação pode variar dia a dia (conforme programado).

 

Ainda neste quesito, incorporou-se a segurança no âmbito do bem-estar, de se alertar contra inundações, vazamentos de gás, ausência de movimento (no caso de idosos que deixam de emitir sinais vitais através dos cômodos por tempo excessivo, podendo sinalizar acidente doméstico) ou outros eventos indesejáveis na rotina do local.

São sensores interagindo entre si e provocando a tomada de decisões inteligentes de maneira automática.

 

O melhor de tudo é que, com o desenvolvimento cada vez mais rápido de novas tecnologias e a economia de escala, os sistemas de automação residencial custam hoje metade do que há cinco anos. O estigma de que a automação residencial seja custosa faz parte do passado – a AURESIDE calcula que se possa ter uma casa totalmente inteligente por cerca de 5% do valor do imóvel. 

 

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